Aspectos Históricos

O município de Retirolândia (BA) teve sua origem numa fazenda denominada de Retiro Velho que pertencia, jurídica, política e administrativamente ao município de Conceição do Coité. Os primeiros residentes no local foram os senhores José Xavier dos Santos (seu Zuzinha), Francisco de Araújo, José de Chiquinho, Sátiro Francisco e Antônio Militão Rodrigues (SILVA JÚNIOR, 2007).

Nos idos de 1932 existia uma grande cajazeira, situada em frente à casa de um dos moradores onde, aos domingos, eram feitas pequenas matanças, numa espécie de feira livre. Com o passar do tempo o comércio que se avolumava se solidificou a localidade conhecida como Retiro. Com o passar do tempo, outros moradores foram chegando, tais como Vítor Martins, João Francisco de Araújo e Rosalvo Madureira, que foram importantes na história e na constituição do município. Nesse tempo, cabe destacar, a atuação do Sr. Antônio Militão Rodrigues que atendia à população em sua própria farmácia na localidade, já que o único médico existente atendia na sede, em Conceição do Coité, o que dificultava a assistência médica às pessoas. Em gratidão aos seus serviços e à sua dedicação, hoje existe, no município, um Grupo Escolar com o seu nome (a Escola Estadual Antonio Militão Rodrigues).

 

Por volta da década de 20 até meados da década de 40, do século XX, a fazenda Retiro Velho foi evoluindo, ganhou porte de arraial, de Vila, de povoado e já na década de 50 de distrito. Nesse tempo, já haviam sido instaladas duas lojas, as atividades eram organizadas em torno de um barracão que movimentava o comércio local. Nesse barracão também se realizava a feira livre, sempre aos sábados. Hoje em dia, nesse espaço, está instalado um Mercado Municipal, uma das construções mais antigas do município, mas que ainda não tem nenhum tipo de reconhecimento cultural e histórico por parte do poder público municipal.

 

Outros comerciantes foram se instalando na localidade. Dentre eles, destacaram-se Bento Eloy de Araújo e Pedro Pinheiro de Oliveira, responsáveis pela introdução da cultura do sisal, que contribuiu de forma decisiva para o desenvolvimento do Município. Ao tempo, foi surgindo o interesse por outras culturas como a mamona e a mandioca, iniciando-se assim, o período de crescimento, com a construção de casas residenciais, armazéns, lojas.

 

Quando a localidade passou de povoado ou arraial para vila, teve como seu primeiro administrador o Senhor Bento Eloy de Araújo, na gestão do Prefeito de Conceição do Coité, Senhor Wecelencio Calixto da Mota. Esse administrador exerceu um papel preponderante no desenvolvimento de Retirolândia, preocupando-se com o setor educacional. Contribuiu também para o desenvolvimento da cultura do sisal, impulsionando seu crescimento, e construiu o Mercado Municipal, que é, até hoje, ponto importante da cidade. Ele era considerado como uma pessoa generosa, pois ajudava a todos que o procuravam, e deu grande contribuição para que o município se tornasse independente.

 

Já como distrito, o Senhor Deraldino Ramos de Oliveira exerceu o papel de administrador, na época, o Senhor Emídio Ramos exercia a função de prefeito de Conceição do Coité. O segundo administrador olhou com seriedade para Retirolândia, realizando um trabalho com segurança e promovendo o calçamento das vias públicas locais. Deu-se início ao desenvolvimento político, com o surgimento dos primeiros vereadores que representavam o Distrito, Bento Eloy de Araújo, Pedro Pinheiro de Oliveira, Jovino Modesto Avelino, Deraldino Ramos de Oliveira e Evaristo Carneiro de Oliveira, que demonstraram constante preocupação e muito se esforçaram no sentido de melhorar Retirolândia que começou a crescer em todos os aspectos, principalmente nos setores educacional, social, econômico e administrativo. Segundo Silva Júnior (2007), em meados da década de 1950, ainda quando distrito a localidade já era reconhecido como Retirolândia.

 

Com um desenvolvimento considerável, o distrito ganhou ares de emancipação, foi quando, através da luta de alguns dos cidadãos citados acima, junto a outros habitantes do local, em 27 de julho de 1962, Retirolândia desmembrou-se do Município de Conceição do Coité, sendo reconhecido com o status de município pela promulgação da Lei Estadual 1.752.

 

Após o desmembramento, desenvolveu-se um maior interesse político pela gestão do município. Desse modo, o senhor Deraldino Ramos de Oliveira tornou-se o primeiro administrador do município de Retirolândia, trabalhando com empenho e dignidade. A partir daí diversos nomes surgiram no cenário político de Retirolândia, que em alguns momentos se mostrou conturbado devido a disputas acirradas. Dentre os diversos cidadãos que exerceram cargos eletivos, destacamos os membros do Poder executivo: Adelídio Martins (1967-1971) (1973-1976) (1983-1988), Roque Carneiro (1971-1973), Antonio Luiz de Lima (1977-1982) (1989-1992), Adevaldo Martins dos Santos (1993-1996) (2001-2004) (2005-2008), Adelídio Martins dos Santos Júnior (1997-2000), José Albérico Silva Moreira (2009-2012), André Araujo Martins dos Santos (2013-2016) e Alivanaldo Martins dos Santos (2017-2020) (2021-2024).

 

O município possui, além da sede, os povoados de Gibóia, Vila Agripino, Ponto da Pinha, Tanque Novo, Laginha, Lagoa Grande, Boa Hora, Paufava, Vargem, Sossego, Gameleira, Tabuleiro, Lagoa do Canto, Vista Bela, Alecrim, Uberlândia, Bastião, Contador, Sítio do Cruzeiro, Jitaí, Mandápolis, Lagoa dos Bois e Mucambo.

 

Hoje, o município de Retirolândia é membro da microrregião geopolítica administrativa de Serrinha, faz parte do Território de Identidade do Sisal[1], que compreende os seguintes municípios: Araci, Barrocas, Biritinga, Candeal, Cansanção, Conceição do Coité, Ichu, Itiúba, Lamarão, Monte Santo, Nordestina, Queimadas, Quijingue, Retirolândia, Santa Luz, São Domingos, Serrinha,Teofilândia, Tucano, Valente.

Embora goze de autonomia administrativa em muitos campos, em outros o município está vinculado a Serrinha, pois depende das decisões de alguns órgãos administrativos do Estado, sediados nessa cidade.

 



[1]Com o objetivo de identificar prioridades temáticas definidas a partir da realidade local, possibilitando o desenvolvimento equilibrado e sustentável entre as regiões, o Governo da Bahia passou a reconhecer a existência de 27 Territórios de Identidade, constituídos a partir da especificidade de cada região.

Definição: O território é conceituado como um espaço físico, geograficamente definido, geralmente contínuo, caracterizado por critérios multidimensionais, tais como o ambiente, a economia, a sociedade, a cultura, a política e as instituições, e uma população com grupos sociais relativamente distintos, que se relacionam interna e externamente por meio de processos específicos, onde se pode distinguir um ou mais elementos que indicam identidade, coesão social, cultural e territorial.

Informações: <<http://www.seplan.ba.gov.br/territorios-de-identidade/mapa>> Acesso, maio de 2015.

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